segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

DICAS CULTURAIS: Decoração de Natal

Continuando com as dicas culturais neste período sem aulas e em tempo de Natal, fica a sugestão de visitar a decoração de Natal da Paróquia São José do Jaguaré.


Paróquia S. José do Jaguaré - Decoração Natalina 10/12/2010 Paroquia S. Jose do Jaguaré 17/12/2010 Paroquia S. Jose do Jaguaré 17/12/2010 Paroquia S. Jose do Jaguaré 17/12/2010 Paróquia S. José do Jaguaré - Decoração Natalina 10/12/2010Paróquia S. José do Jaguaré - Decoração Natalina 10/12/2010


A decoração de Natal do lado de fora da Paróquia funciona diariamente das 20h até as 23 horas, até o fim de dezembro e inicio de janeiro. Pode ser vista perto ou longe, em todo o pátio da igreja.


Paróquia São José do Jaguaré 19-12-2010 Paróquia São José do Jaguaré 19-12-2010 Paroquia S. Jose do Jaguaré 17/12/2010Paróquia São José do Jaguaré 19-12-2010


A decoração interna da Paróquia também ficará até o fim de dezembro e início de janeiro. Porém só pode ser vista quando a igreja está aberta, geralmente durante as missas. Fica ai o convite para as Missas de Natal: dia 24/12 às 20 horas e dia 25/12 às 10 horas da manhã. No fim do ano as Missas serão: dia 31/12 às 20 horas e dia 1º de janeiro às 10 horas da manhã.


As fotos desta página fazem parte do arquivo pessoal do Professor João César. Vale à pena visitar pessoalmente, pois detalhes e clima próprios não são transmitidos por fotos.



sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

DICAS CULTURAIS: 21ª Mostra de Presépios





21ª Mostra Franciscana de Presépios 2010  21ª Mostra Franciscana de Presépios 2010


O primeiro presépio foi montado por São Francisco de Assis, séculos atrás, para lembrar a cena do nascimento de Jesus Cristo (lembrando que Natal é a lembrança do nascimento de Cristo, e não do Papai Noel).


21ª Mostra Franciscana de Presépios 2010    21ª Mostra Franciscana de Presépios 2010 


Os franciscanos continuaram essa tradição iniciada por São Francisco, montando presépios pelo mundo inteiro (cada pais monta seu presépio com suas características culturais). E no centro de São Paulo, na Igreja São Francisco, costumam mostrar vários desses presépios. Essa mostra de presépios ocorre há vinte um anos e vale à pena ser visitada.


21ª Mostra Franciscana de Presépios 2010 21ª Mostra Franciscana de Presépios 2010


O QUÊ: 21ª Mostra Franciscana de Presépios.
ONDE:  Igreja São Francisco - Largo São Francisco, 133 - São Paulo (Centro).
QUANDO: de 08 de dezembro de 2010 até 02 de janeiro de 2001, das 10 às 18 horas.
A entrada é gratuita e não há restrição de idade.
Maiores informações: http://www.franciscanos.org.br/v3/cultura/especiais/2010/exposicao_presepio_sf/

Observação: as fotos que ilustram esta página foram feitas pelo Professor João César, por ocasião de sua visita à Mostra de Presépios, com autorização dos frades. Mas nada substitui a beleza de visitar pessoalmente. Mesmo porque são mais de vinte presépios diferentes, feitos em várias partes do mundo, com materiais diferentes.



quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Há 169 anos atrás

Há 169 anos atrás, em 08 de dezembro de 1841, um jovem sacerdote italiano acolhia um adolescente órfão e analfabeto, que tinha sido enxotado pelo sacristão.


Em uma conversa sincera, com um sinal da cruz e uma Ave Maria, iniciou-se uma grande obra educativa, que espalhou-se pelo tempo e espaço, influenciando e mudando a vida de milhões de pessoas. E tudo começou com ACOLHIDA, DIÁLOGO E ORAÇÃO.


Estou falando de Dom Bosco, que na presente data acolheu, dialogou, orou e ensinou o jovem Bartolomeu. Este, trouxe, na semana seguinte, outros em situação semelhante. A estes juntaram-se outros. Eram centenas.


Que belo exemplo esse de Dom Bosco! Deve ser repetido por muitos por este mundo, se quisermos de fato que o jovem seja protagonista.


Aproveito para celebrar também a conclusão de um vídeo, que a direção da escola na qual trabalho, me encomendou, como síntese dos momentos que estivemos juntos à nossos educandos neste primeiro ano da história da nossa escola.


Que Dom Bosco continue a nos iluminar e a dar o exemplo de como educar nossas crianças e nossos adolescentes. De forma simples, mas atuante.


Afinal, prestaremos contas a Deus pelo que fizemos a cada um desses pequenos confiados a nós.


João César

domingo, 28 de novembro de 2010

Aniversário do C.E.U. Jaguaré

C.E.U. Jaguare, em seu aniversario 27/11/2010 C.E.U. Jaguare, em seu aniversario 27/11/2010
C.E.U. Jaguaré , em seu primeiro aniversário de inauguração (27/11/2010). Imagens de arquivo pessoal.



O Centro de Educação Unificado Jaguaré é um local privilegiado por comemorar três aniversários ao ano: chegada dos funcionários pioneiros; chegada do primeiro agrupamento de alunos e educadores; inauguração oficial. Este último evento festejamos neste sábado, 27 de novembro.


Foi um rico momento de vivenciarmos encontros: com a comunidade, com os gestores, com as autoridades e com os educadores das unidades que formam o complexo educacional, esportivo e cultural. 


Nos rostos dos presentes via-se alegria, serenidade, participação. Troca de olhares, de palavras, de presenças, de experiências, de visões de mundo. Celebração dessas trocas, que ocorrem diariamente, mas aqui, nesta data, de forma mais solene. Sem isso não há educação. Por isso, somos privilegiados, só na educação há essa possibilidade. E isso é que faz a diferença. "Deixamos um pouco de nós nos outros, recebemos um pouco dos outros em nós", como escreveu Exupery. Precisamos desses momentos, pois a burocracia e o tecnicismo  matam, a convivência ressuscita.


Um outro fator também pode (e deve!) ser refletido nessa celebração de encontros: a participação da comunidade não somente em qualidade, mas em quantidade. Isso mesmo, não escrevi errado não! Todos que me conhecem estão acostumados com o fato de que coloco a qualidade acima da quantidade. Mas neste momento faço questão de inverter sim! 


A qualidade dos encontros foi enorme, sem dúvida, mas não foi abrangente. Pode enganar nosso olhar o fato de que havia muita gente participando da festa. E tinha. Mas se levarmos em conta que não se trata de uma escola, mas de um conjunto de várias unidades voltadas à comunidade, a participação foi muito fraca. 


O C.E.U. foi construido para uma comunidade enorme: o distrito do Jaguaré tem uma população residente de mais de trinta mil habitantes (além da população flutuante, há muitas empresas no bairro, somos rota para vários bairros e cidades). A Vila Nova Jaguaré, que está na "porta" do C.E.U. tem uma população que corresponde há quase um terço da população do distrito, com grande índice de vulnerabilidade social em consequência da suposta falta de espaço para cultura e lazer - para superar essa lacuna é que o C.E.U. foi estrategicamente edificado onde está! Então, cadê a comunidade na festa de aniversário do C.E.U.? Era para estar lotado em todos os espaços!


Secretario da Educacao e Dirigente Regional de Ensino, no aniversario do CEU Jaguare 27/11/2010
Duas (das várias) autoridades presentes: Alexandre Schneider (Secretário Municipal da Educação, à esquerda) e Waldecir N. Pelissoni (Diretor Regional da DRE de Pirituba) chegam para as comemorações do aniversário do C.E.U. Jaguaré, acompanharam o grupo de professores em suas observações sobre os problemas do entorno da Unidade. Foto de arquivo pessoal, mostrando pessoas públicas em evento público.




Quem falhou? Onde e como? Uma autoridade, questionada por um grupo de professores sobre a situação do trânsito no entorno, chegou a desabafar que veio para uma festa, não para ouvir reclamação. Tudo bem que não devemos misturar as coisas, festa com reclamação, mas celebrar uma festa (isso é o que fizemos) é refletir sobre o que está bom e o que precisa ser aprimorado. A vida é assim. Por isso proponho essa reflexão: cadê a população na festa do C.E.U.?


Será que essa população ainda não se apropriou desse importante equipamento? Já faz um ano que estamos em funcionamento, daria para a apropriação deste espaço público estar ocorrendo progressivamente. Invertendo a questão: o que o C.E.U. Jaguaré tem feito para aproximar-se da população? Quais estratégias, quais ruidos de comunicação podem estar por trás desse distanciamento?


Repito: celebrar uma festa vai além da alegria, pois esta deve ser plena e abrangente. Refletir é uma capacidade humana que não dever ser esquecida, em nome de nada e de ninguém. Vamos "arregaçar as mangas" ainda mais e refletirmos sobre como podemos fazer-nos presentes na vida da comunidade. Afinal não é isso que tanto se fala que os educadores devem fazer?


Abraços fraternais.


João César

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Como vai, colega educador?

Como vai, colega educador?


Parece uma pergunta tola, mas não é!

Olhe para dentro de você, seja sincero. 


Vou começar respondendo por mim, ai você fica mais à vontade, certo?


Bem mesmo, não ando, mas poderia ser pior. Não sou otimista, nem pessimista, mas realista. 


Quando escolhi esta profissão, tinha 14 anos de idade, estava na oitava série e fui convencido a mudar de caminho, pois em 1989 o negócio já não estava assim tão bom. Quando conclui o antigo Magistério, mais críticas e conversas para eu desistir. Todos ficaram horrorizados quando comecei a lecionar. "Com tanto futuro, esse ai poderia ser jornalista, escritor, advogado ou padre", diziam. De fato, tenho tendências a tudo isso, mas não é porque a profissão não anda bem que eu não vou insistir nela. Sou professor, essa é a minha escolha!


Mais de uma década que estou na ativa, tive muitas oportunidades de pular fora, e não pulei, nem pretendo pular. Já passei por muitas dificuldades, ameaças, até mesmo atentados, mas não pulo fora por nada!


O leitor deve pensar: "esse ai é doido mesmo!" Respondo que nada disso, apenas fortaleço-me diariamente das seguintes formas:


a) Consciência história: sei que minha profissão foi melhor valorizada no passado, que meus antecessores foram abrindo mão de vários direitos em nome de não sei o quê. Na medida do possível deixo claro que não abro mão dos direitos que ainda sobraram, doa a quem doer!


b) Objetivo bem claro: tenho consciência de que não mudo o mundo com meu trabalho docente, nem aos outros, mas posso estabelecer uma troca saudável entre eu e o outro. O outro me enriquece e eu enriqueço o outro; faço-me presente nele, e ele em mim; enfim, participamos das conquistas e derrotas mutuamente, somos parceiros de caminhada. E no caso da criança, essa caminhada dá-se de forma lúdica, a alfabetização e a formação do conhecimento podem ser uma "brincadeira" a mais em nossas vidas. Pelo menos, até agora, tem dado resultados e nenhuma quinquilharia que tentam impor desvia-me deste rumo, que não é meu, mas nosso.



c) Vínculo Comunitário: Há mais de quinze anos trabalho com a mesma comunidade. No começo foi muito difícil. Como em todos os lugares, há seus pontos positivos e seus pontos a melhorar. Em uma comunidade periférica, onde mais da metade da população está abaixo dos 30 anos de idade, com perfil de alta vulnerabilidade social, o negócio é pior. Mas pessoas que mostraram muito carinho para com essa Comunidade serviram-me de exemplo a persistir. E deu certo. A Comunidade não mudou (até parece que piorou), mas os vínculos estão fortes. As vezes ficar na porta da escola dando um sorriso àquela mãe carrancuda pode fazer a diferença, pode desarmar uma bomba; entrar numa rodinha de conversa ou de brincadeiras dos alunos e mostrar interesse por isso, pode fazer uma diferença enorme; encontrar com esse aluno ou sua família na rua ou no ônibus e perguntar sinceramente se estão bem, desamarra caras fechadas e sombrias. Não soluciona problemas, mas impede a criação de novos e pode até mesmo diminuir os existentes. Palavra chave: diálogo!



d) Espiritualidade: cuidar de meu relacionamento comigo e com os outros é uma questão de espiritualidade. Como me vejo? Como vejo o mundo? Isto não depende, necessariamente, de Religião, mas de como relaciono-me comigo, com os outros e com o transcendente. Tem coisa que a Ciência não consegue explicar de forma satisfatória como, por exemplo, o relacionamento professor-aluno (tentam, mas as respostas possíveis e atuais, não me satisfazem). Isso é o que chamo de Transcendente, aquilo que não está em mim, nem no outro, mas no caminho entre nós. Este ponto é vital, sem o qual nada é possível: posso ter ótimos livros, ótimos computadores, mas se não interajo com o aluno, ajudado por esses meios, não acontece nada! Cuidar de minha espiritualidade é aguçar meu olhar para aquilo que não se vê, é curtir uma música, um filme, um livro, é revigorar minhas energias. E isso, por mais que neguem, é real, é fato. A sabedoria popular diz que "saco vazio não para em pé". Não sou saco vazio, tenho algo dentro e preciso cuidar desse algo.



Enfim, amigo educador, vou terminando aqui, pois a conversa já está longa.


Agora é sua vez. Como anda sua consciência sobre a profissão, anda abrindo mão de muita coisa sem clareza? Seu objetivo é claro e você elimina as quinquilharias que tentam afastar dele? Como é seu vínculo comunitário? - lembre-se de que, às vezes, é preciso abrir mão de algo para conquistar coisas maiores (o mar, em sua imensidão, abaixa-se para receber as águas dos rios). Como anda sua espiritualidade, seu interior? E sua privacidade: você mostra aos outros até que ponto podem chegar com você e vice versa? Eu faço isso, para evitar que mundos tão ricos se invadam e se anulem!


Pense bem antes de responder-me. Não aceito resposta escrita, quero olhar em seus olhos, sentir cada palavra que me falar. Afinal, o corpo e o olhar falam mais do que mil palavras.


Abraços e feliz dia dos professores a todos nós!


 João César