segunda-feira, 7 de junho de 2010

Stop Estupidez


STOP ESTUPIDEZ
Elias Muniz



Às vezes eu fico pensando
O que será da gente
Nas mãos desses homens
Que nem parecem gente
Êta mundo velho
Mundo complicado

Preferem apostar nas guerras
Parece doença
Tá sobrando ódio
Falta consciência
Êta mundo louco
Mundo atrapalhado

Quantos bilhões que são desperdiçados
Destruindo tantas vidas inocentes
Em vez de usá-los no combate ao câncer
No combate à fome de tanta gente
Eu me pergunto o que será que falta
Pro homem acordar de vez
O amor grita
Stop estupidez

Paz, precisamos de paz
O mundo está carente de paz
E mais humanidade
Luz, precisamos de luz
O mundo está sedento de luz
E solidariedade
Stop estupidez
Chega de maldade.

Interpretação: Grupo ir ao povo

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Depende de nos



DEPENDE DE NÓS

Composição: Ségio Mendes

 
Depende de nós
Quem já foi ou ainda é criança
Que acredita ou tem esperança
Quem faz tudo pra um mundo melhor


Depende de nós
Que o circo esteja armado
Que o palhaço esteja engraçado
Que o riso esteja no ar
Sem que a gente precise sonhar


Que os ventos cantem nos galhos
Que as folhas bebam orvalhos
Que o sol descortine mais as manhãs


Depende de nós
Se este mundo ainda tem jeito
Apesar do que o homem tem feito
Se a vida sobreviverá

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Aniversario Profissional

No dia 20 de maio de 1997, exatamente às 13 horas, eu iniciava minha caminhada pedagógica na Rede Municipal de Educação de São Paulo. Mais precisamente, na EMEF Marechal Espiridião Rosas, em um primeiro ano, com crianças de seis anos de idade. Permaneci nessa mesma escola até 2009, construindo uma riquíssima história junto à Comunidade Escolar. Agora faço parte da recém iniciada história do CEU EMEF Jaguaré.


Mas minha trajetória na Educação teve início um pouco antes, no dia 1º de novembro de 1995, na Escola Estadual Maria Eugênia Martins, como professor substituto (contrato de estagiário já formado) de primeiro ao quarto ano, convidado por meu ex-professor, naquele momento como vice diretor. Naquela data iniciei substituindo uma colega, em sua classe de segundo ano. Minha rápida permanência foi marcada por muitas conquistas, mas também por muitos tropeços - comuns a quem está iniciando.


Minha iniciação naquela escola estadual foi marcada não somente pelas regências de aulas, mas também por levar alunos doentes para suas moradias, na Vila Nova Jaguaré, muito antes da urbanização. Eram momentos interessantes, pois a Vila daquela época era composta por muitas casas simples, muitos barracos e esgoto a céu aberto. Mas em cada uma dessas simples moradias, nas quais chegava-se passando por dentro de outras, eu sentia um ambiente de muita simplicidade, paz e acolhimento. Era engraçado porque eu havia levado as crianças às suas moradias, mas elas precisavam levar-me de volta a alguma rua, pois senão eu não conseguiria voltar para a escola. E era verdadeiramente difícil sair dali, não somente pela Geografia específica do lugar, mas pelo acolhimento que aquelas famílias me davam. E então entendi porque o Pároco da Igreja São José do Jaguaré, Padre Roberto Grandmaison, residiu por muito tempo ali e tem muito carinho para com aquele pessoal até hoje.


O tempo passou, a Prefeitura de São Paulo chamou-me para assumir as aulas em sua rede. Como meu contrato com o Governo Estadual iria terminar em breve, optei em ficar somente na Rede Municipal, mesmo após trabalhar algum tempo em ambas redes. Nessa ocasião aconteceu algo muito interessante: na escola municipal já citada, além de eu lecionar em um primeiro ano no período da tarde, eu substituía colegas no período da manhã. Nessas substituições, encontrei-me com vários daqueles alunos que estavam na escola estadual. Foi um reencontro maravilhoso.


Nessa escola municipal havia uma estrutura humana bem melhor para trabalhar, quer pelos colegas e demais funcionários, quer pela direção e coordenação pedagógica da época, a qual me incentivava bastante no trabalho com aqueles alunos. Chamou-me a atenção que a Coordenadora Pedagógica conhecia cada aluno pelo nome, e isso do primeiro ao oitavo ano. Também havia um coral, formado por professores e alunos, que se reunia semanalmente para ensaios e apresentações. Muitos problemas pertinentes ao relacionamento humano eram possíveis de se resolver a partir dos vínculos formados nesse coral.


O tempo passou mais ainda, cada educador desse núcleo inicial tomou seu rumo, outros vieram para somar forças, mas uns poucos vieram para dividir, semear conflitos, forçando indiretamente muitos educadores a se removerem para outras escolas. 


Vários desses educadores (sobreviventes de naufrágio, como eu) se removeram comigo para a recém inaugurada EMEF no CEU Jaguaré. Conto com uma equipe maravilhosa de colegas e também uma equipe ótima na direção e coordenação, lembrando muito aquele saudoso 1997 na outra EMEF. E ai nova surpresa: basicamente os alunos são da Vila Nova Jaguaré, muitos são daquelas mesmas famílias que eu já tinha contatos desde os tempos da rede estadual de ensino, passando pela EMEF Marechal Espiridião Rosas e agora no CEU EMEF Jaguaré. E mais: no inicio do ano de 2010 encontrei-me com uma ex aluna minha, de uma das minhas primeiras turmas. Ela estava levando seu filho para o CEI (creche) que funciona no CEU. Acredito que daqui há algum tempo ele será meu aluno na EMEF, dando continuidade a este gostoso ciclo de vida dentro da escola, que iniciei de forma efetiva nesta data, a qual comemoro neste momento.

Apesar de tantos problemas que passamos dentro de nossas escolas, é preciso registrar esses momentos importantes, a fim de que nossas vidas ganhem sentido novo. Afinal, se as flores são capazes de retirar seu sustento do estrume, quem somos nós para ignorarmo momentos importantes que marcam nossa carreira?


Ah, eu não posso esquecer de citar que também passei por outras escolas concomitantes a essas,mas ai seria uma história para outra ocasião.


Grato a todos que permitiram que momentos assim existissem. E, apesar de tudo, estou disposto a caminhar em frente por mais tempo.

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Um novo Sol

Video com a música "Um novo Sol", diretamente do canal de Dalcides Biscalquin, no YouTube.


UM NOVO SOL
Dalcides Biscalquin


Uma terra que já não tem fronteiras,
Senão mãos que juntas formarão
Uma corrente mais forte que a guerra e que a morte.
Já sabemos, o caminho é o amor.

Uma pátria mais justa e mais fraterna,
Onde todos construamos a unidade,

Onde não há rejeitados, porque todos são chamados.
Já sabemos, o caminho é o amor.

Um novo sol se levanta
Sobre a nova civilização que hoje nasce;
Uma corrente mais forte que o ódio e que a morte.
Já sabemos, o caminho é o amor.


A justiça é a força que traz a paz.
O amor é que leva a perdoar.
A verdade é a força que nos traz libertação.
Já sabemos, o caminho é o amor.

Quem tem muito partilha sua riqueza.
Quem sabe não impõe o seu pensar.
Quem manda entende que poder é um serviço.
Já sabemos, o caminho é o amor.

Quem confia contagia com sua vida
E a dor se cobre com amor
Porque a gente se sente solidário com o mundo.
Já sabemos, o caminho é o amor.

segunda-feira, 22 de março de 2010

Pascoa

Páscoa


Páscoa quer dizer passagem, mudança de vida.

Na Páscoa lembramos quando Jesus Cristo voltou a viver: passou da morte para a vida.

Por isso Páscoa quer dizer também: MUDANÇA DE VIDA, VIDA NOVA.

A Páscoa é representada:

• Pelo ovo: ele traz dentro uma nova vida, a do pintinho, do passarinho.

• Pelo coelho: ele tem muitos filhotes, muitas novas vidas.

A Páscoa deve ser essa VIDA NOVA para nós.

E você: o que precisa mudar para que sua vida seja nova também?


Autor: João Cesar.

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POR QUE CADA ANO A PÁSCOA TEM UMA DATA DIFERENTE?

Na verdade, a Páscoa Cristã (Ressurreição de Jesus Cristo) é consequência de duas outras datas:


1) A Páscoa judaica (que coincidiu com a morte e ressurreição de Jesus Cristo - basta lembrar que os judeus tiveram pressa em crucificar e retirar Jesus da cruz, pois estavam na véspera da páscoa judaica e não queriam estragar a solenidade, veja isso nos Evangelhos,especialmente no de São João, cap. 19, versículo 31).


2) Festas pagãs de comunidades europeias primitivas, que festejavam a chegada da Primavera e reverenciavam a natureza por seus frutos.


Então a Páscoa enquanto data é resultado da junção dessas duas datas, com prevalência óbvia da morte e ressurreição de Jesus Cristo, sobretudo para substituir a festa pagã da primavera.


Dessa forma, a Páscoa sempre é comemorada na noite do sábado da primeira lua cheia após o equinócio de março, continuando no domingo, dai a Páscoa sempre no domingo - primeiro dia da semana (início da primavera na Europa, outono para nós - vale lembrar das aulas de Geografia). Por isso a data da Páscoa sempre é móvel, pois segue o calendário lunar.


E a Páscoa é a data central do calendário católico. A partir dela (noite do 1º sábado de lua cheia após o equinócio de março) são calculadas todas as outras datas católicas, antes e depois:


• Quarenta dias antes é a Quaresma (lembrando os 40 dias que Jesus esteve no deserto), antes dela o carnaval e a quarta-feira de cinzas (o carnaval é calculado a partir da Páscoa, e não esta a partir dele).


• Cinquenta dias após a Páscoa temos Pentecostes (a vinda do Espírito Santo sobre os apóstolos, que estavam com medo, pois Jesus ressuscitado já havia voltado definitivamente ao céu na ascensão; a partir de Pentecostes ficaram com coragem de anunciar sua fé). Dai duas semanas, em uma 5ª feira, temos a solenidade do Corpo e Sangue de Cristo.


Pode parecer que eu queira fazer catequese ou doutrinamento neste espaço. Nada disso. Quero apenas explicar o porque das datas móveis de origem católica. Mesmo porque são datas, em sua maioria, presentes no calendário civil.
Portanto nada mais justo conhecer suas origens.


Texto: João Cesar.